13 janeiro 2010

light draw em animação e multimídia

conceito, roteiro de animação, design e ilustrações para uma apresentação multimídia. os assuntos explorados são tecnologia de comunicações, conectividade. desenhos no illustrator e efeitos no photoshop. coordenação e desenvolvimento em flash: LV Design.

light draw - multimídia

light draw - multimídia

light draw - multimídia

light draw - multimídia

07 janeiro 2010

briefing da primeira missa - clientes x designers


antes de tudo, feliz ano novo! (ainda dá tempo de desejar).
vou abrir este ano no blog comentando esta carta que vi no blog piores briefings do mundo, que por sinal pegou do ideafixa, que retrata a comunicação entre o cliente sr. Joaquim L. de Barros Cabral, catedrático da Academia Imperial de Belas Artes e o artista João Maximiano Mafra, professor e secretário da Academia que deveria repassar as observações ao aluno Victor. de cara fiquei fascinado, primeiro porque adoro história do brasil; segundo, porque com ela podemos ver que a relação artista x cliente não mudou nada ao longo dos séculos e é como se eu estive lendo um e-mail com os comentários sobre o layout. igualzinho! acho interessante as lições que podemos tirar daí.
segue a carta:


muitas e muitas vezes a gente ouve o pessoal de agência soltando aqueles velhos clichês "cliente não sabe o que quer", "cliente estragou o layout" etc etc. o que me assusta as vezes é que o que começa como brincadeira pode virar preconceito e intolerância, principalmente entre os jovens que ainda não pegaram o espírito da coisa. o cliente é o dono do trabalho. nossa missão é concretizar o que está nos sonhos daquele cara que entende muito daquilo que vende, mas nada sobre os conceitos visuais. isso é perfeitamente normal, cabe a nós, compreendermos isso com tranquilidade e seguir em frente da melhor maneira possível e com todo respeito.
artistas, e esse pessoal de comunicação visual, tem aquela fama de incompreendido e tal (me incluo nesse esquema). mas profissionalismo começa aí: respeitando a vontade do cliente, que sempre tem razão, buscando dar o melhor de si mesmo nas situações mais escabrosas. portanto jovens designers, nada de descontar no job a frustração porque o cliente estragou o seu layout, que pra começo de conversa não é seu. é de quem pagou por ele.
c'est la vie, vamos em frente. um bom ano novo para todos. de muito trabalho e sucesso.

10 dezembro 2009

cartão de visita rosangela reis

cartao de visita rosangela reis
o interessante deste job era o desafio de fazer frente e verso apresentando a mesma profissional e produtos diferentes.

25 outubro 2009

21 outubro 2009

desenhos, sketchs e viagens

pequenos fragmentos do cotidiano. entre um job e outro. entre uma defesa de marca e de campanha, estão os desenhos que não tem porque dizer o que significam ou quem são. a arte pessoal não é explicada pelo artista. é o receptor que dita a regra, não o emissor.

ã? ã?
ã?

NO
no

tem pra emprestar?
um pouco de ânimo?

01 outubro 2009

uma coisa é uma coisa...


me identifiquei muito com o W.L.D, personagem deste viral para curso de webdesign. como ele, não tenho a menor vocação matemática para números e programação e me sinto muito frustrado com o mercado por isso. se tivesse talento para programação, teria seguido outra carreira. meu talento é imagem, sensação, percepção, gestalt, desenho, cores, formas, adjetivos... ou seja, meu talento é humano. a conquista do público pela imagem e suas representações.
me sinto frustrado ao ver que todo dia mais e mais escritórios de design exigem profissionais capacitados em TUDO: design gráfico+ilustração+programação. é claro que há pessoas com essa capacidade mas pelo que vejo em anúncios de vagas, normalmente o salário oferecido não é proporcional ao conhecimento do candidato e me pergunto: vale a pena?
claro que essa mudança não é de hoje. desde o surgimento da internet, a profissão de designer vem sofrendo sua evolução darwiniana. eu, designer, não pretendo nadar contra a corrente para morrer afogado mas também não vou abrir mão de ser um excelente designer para virar um programador meia-boca. um dia, num futuro não muito distante (para dar um ar de filmes futuristas dos 80's), o papel já não será tão usado e será preciso repensar o papel (sem trocadilho) do design exclusivamente gráfico. ainda assim, o designer deve ter no seu trabalho outro foco que não sejam "zeros" e "uns". o foco do designer é a PESSOA. aquele homo sapiens que está lendo seu folder, sua revista, seu site.
outro dia li essa frase no twitter: "Designers que me desculpem, mas uma aplicação/site sem design ainda é uma aplicação. Uma aplicação/site sem programação não é nada." concordo, mas e daí? um esqueleto sem pele, cabelo, formas, cores etc é apenas um esqueleto. um esqueleto com tudo isso pode ser a gisele büdchen ou o sérgio malandro. vai depender do design. só dele.

28 setembro 2009

"nada se cria, tudo se copia" ou como fazer um portal

durante os anos 90, a propagação dos computadores fez surgir um personagem que seria o "arqui-inimigo" das gerações de designers seguintes: o micreiro. por definição, o micreiro seria aquele jovenzinho que sabia muito de CórelDrau e nada de design mas que fazia sua "logomarca" por precinhos módicos.

com o passar do tempo aprendi a não temer o micreiro, afinal, há espaço para todos nesse mundo capitalista e democrático: se o empresário se dá por satisfeito com uma "logomarca", eu, cliente, não me dou por satisfeito com produtos com péssima apresentação. aquela coisa "compro livro pela capa" mesmo. e aí, aos poucos, vi propagar de baixo para cima, esse clichê que inicia o tópico. fosse pela correria do dia-a-dia, por exigência do cliente, pela falta de instrução dos envolvidos ou pela ignorância total do público o "tudo se copia" ganhou força e virou regra. a internet também contribuiu com a sensação de que tudo que está lá "é de graça e pode pegar".

mas eu penso em como isso afeta o (nosso) design a longo prazo a medida que temos um público cada vez mais ignorante, menos exigente, menos consciente e menos familiarizado com o que é bom: bom conceito, bom design, bom produto.

pois o novo portal do grupo record, o R7, é o exemplo mais recente dessa infâmia. para atrair seu nicho de mercado ele se nivela por baixo copiando sem o menor pudor seu maior concorrente. e copia mal. minha primeira impressão foi: PQP mas é igual ao G1.

grid. grid, que isso?
apesar de ser semlhante ao g1, tive a sensação de que o r7 é bagunçado, tudo parece jogado. então reparei que a grid é confusa. as vezes nem parece que tem.

enquanto o g1 trabalha com 2 colunas, o r7 começa
com 2, vai pra 3, pra 4 e depois volta pra 3.

quantidade de informação
naturalmente a quantidade de informação disposta num portal é muita. é preciso muito jogo de cintura para deixar a navegação leve e atrativa. a solução encontrada por diversos portais é a separação de assuntos e destaques através de boxes e linhas. nesse momento do site o excesso de cores e a falta de separação dos assuntos dá a impressão de que tudo está entulhado.


"nada se cria"
é claro que sou a favor da livre concorrência e contra o monopólio de informações e conteúdo. mas desde que isso seja feito com ética. simplesmente copiar os outros me dá a impressão de que estamos falando daquele vizinho invejoso que compra um carro igual ao seu, usa decoração de natal igual a sua ou dá o mesmo nome do seu fiho ao cachorro.

no twitter buscando por R7, vejo os elogios são pouquíssimos comparados a criticas negativas por lembrar demais o concorrente. gostaria muito que a competição globo x record fosse saudável para todos nós, acrescentando opinião para formar opinião. mas infelizmente não posso ser a favor desse tipo de prática que só diminiu a qualificação profissional do mercado e da avaliação critica do público.

02 setembro 2009

novidades nas redes

vou surtar com essa de redes sociais. antes disso estou experimentando várias delas. pra piorar no meio das minhas crises de identidade já estou achando o preto do blog caído.. enfim.

este post está sendo gerado no posterous (http://posterous.com). um interessante "publicador" que permite postar em vários blogs e twitter simultanemente. ou seja, esse mesmo post vai para o "eu, designer" (http://eudesigner.blogspot.com/) e a nova cria, o "myfreaktrips" (http://thiagocosta.tumblr.com/). só não vai pro twitter pq tem mais de 140 caracteres rsrs.

então é isso. keep posting.

Posted via web from thiagocosta's posterous

28 agosto 2009

a lei antifumo ou queimem os hereges

a lei antifumo pegou em são paulo e se espalha pelo país. o rio de janeiro que há muitas décadas perdeu seu estado de vanguarda copia desnecessamente a lei paulistana. digo desnecessária porque aqui já era proibido fumar em ambientes fechados há muito tempo pela lei federal 9294/96, mas como muitas leis cariocas, fez-se vista grossa. agora com toda atenção da mídia, o cerco está fechado.
não tenho nada contra uma lei que se propõe a proteger pulmões "saudáveis" da fumaça dos outros ou os cabelos cheirosos das moças nas boates mas tem momentos dessa história que me incomoda demais. primeiro, mais uma vez a opinião pública fomentada pela mídia apronta suas tochas contra um frankstein.
nenhum anti-tabagista pensa que a fumaça do seu carro faz tanto mal a saúde dos outros há mais de cem anos? conheço poucos que se propuseram a abrir mão do conforto do automóvel para diminuir os efeitos de co2 na já tão agredida atmosfera. sem falar nas confortáveis garrafas pet que entopem boeiros, formam ilhas de plástico e evidentemente trazem enorme problema. mas esse é outro assunto. resumindo, difícil aceitar essa justificativa de que faz mal a "minha" saúde, considerando neste mundo, ninguém está livre de ser "fumante passivo" de outro.
outra: é visível como o ideal de vida saudável está deixando de ser uma filosofia de vida de uma parcela da população para virar uma perseguição nazista. não pode cigarro, não pode gordura, não pode bebida, não pode maconha. pode o que? violência na tv pode. quanto mais sangue melhor. auto-correção: beber também pode. tem até aquela música "beber, cair, levantar" cantada por populares em todo o país fazendo todo mundo esquecer do grande problema que é embriaguez coletiva.
já ouvi e li centenas de argumentos (endossados pelo governo, inclusive) de que fumante causa prejuízo para o sistema de saúde. ora que prejuízo se o fumante paga imposto? paga até mais, considerando os impostos embutidos no malígno produto. todo cidadão tem o mesmo direito de usufruir os bens pelos quais paga não importanto a causa do seu mal. se formos radicais nesse sentido poderia-se propor não atender um suicida, ou os bombeiros ignorarem um chamado quando uma favela pega fogo, afinal, muitos ali não pagam taxa de incêndio. atualmente o bode-espiatório do governo são os fumantes. será que um dia serão os obesos, usando o mesmo argumento? ou os transsexuais? cavou a própria cova, então não tem direito a atendimento público?
estou sendo radical? eu não. a lei está. a fumaça num ambiente fechado incomoda? claro, jamais vou negar, mas por que não encontrar um meio de grupos sociais conviverem pacificamente? porque é mais fácil proibir e mais interessante ganhar dinheiro com a indústria das multas do que gastar com educação ou com atendimento psicológico público para ajudar os que querem parar, visto que o vício (como todo vício) está ligado a outros problemas. por que não incentivar bares e restaurantes, lugares onde habitualmente se fuma, a escolherem se querem ou não aderir a campanha? que se criem bares para fumantes e para não fumantes e quem quiser entrar que o faça. e os empregados, obrigados a respirar o ar "sujo"? prerrogativa da função. já viu gari se queixar por ter q mexer no lixo? eles inclusive ganham adicional por insalubridade. trabalha alí quem quer.
já desabafei. pra encerrar dois pontos: eu quero/tento parar de fumar e certa vez me perguntaram "por que não pára?" porque sai mais barato que terapia, respondi.
e uma piada inteligente num raro momento de lucidez do casseta e planeta: "agora só é permitido ingerir fumaça em são paulo ao respirar".

24 agosto 2009

eu não tenho nome famoso

eu não tenho nome famoso
não tenho currículo com grife
nunca ganhei prêmio internacional
nunca dei um autógrafo
nem vendi um desenho

eu não ligo para marca de carro
não gosto de vinho nem de futebol
nunca publiquei um livro
não gosto de teatro
raramente vou ao cinema
detesto multidão

tenho uma percepção apurada
penso diferente da maioria
não consumo símbolos de status
mas sei criar um

sou crítico demais
questiono o inquestionável
não dou a mínima para marca de roupa
sou viciado em bancas de revista
eu detesto perfurmes

eu não tenho cartão de crédito internacional
nem tirei passaporte
não sei programar para internet
mas sou internauta heavy user
e conheço todos os bugs do corel draw

eu escolho a novela que vou acompanhar
não sou escolhido por ela
já li clássicos da literatura
mas não tenho mais saco para poesia

não gosto do wolverine
sou fã do superman
detesto o termo logomarca
sou fã de alexandre wollner

eu não sei me vender
não sou bom de marketing pessoal
não tenho qi
nem fã famoso
mas em design...
em design sou bom pra

22 agosto 2009

a hashtag que virou boato, piada de mau gosto e uma falta de bom senso generalizada

a sexta-feira amanheceu cinza e chuvosa. e dias cinzas tem um quê de tristeza no ar. uma sexta-feira triste, pouco produtiva e cinza.
ao longo do dia vi surgirem tweets estranhos e mais pro fim da tarde uma hashtag que indicava o silêncio, uma coisa solta no ar que ninguém explicava. cheguei a me atrever a perguntar de que se tratava mas nas minhas buscas vi posts no estilo "se não sabe, não se meta" ou ridicularizando quem "estava de fora". me calei, apaquei meus posts sobre o assunto e aguardei o que viria e o que vi foi uma montanha de especulação surgir com a disseminação da tag e a falta de informação se transformar numa série de boatos, piadas e bate-bocas que só desciam ao pior nível do desrespeito. tudo porque quem sabia o que estava acontecendo preferiu se calar o invés de esclarecer deixando para a massa a "difícil" tarefa de tirar suas próprias conclusões, o que obviamente não funciona. aprendi isso na escola de comunicação: a massa não pensa direito.
tornar um assunto de caráter pessoal uma hashtag pública sem o devido esclarecimento permitiu que pessoas bem intencionadas ficassem perdidas e as que gostam de uma avacalhação ganhacem espaço e repercussão com um assunto sério.
o twitter é um "bonde" que literalmente "se pega andando". se você não quer compartilhar algo não publique pois não é possível esperar que as pessoas se contentem com um "não é da sua conta". é da minha conta a partir do momento que está na minha home. é isso ou block. e informação incompleta só aumenta a dor de uma tragédia.

ps. relevem a pontuação caótica. eu penso assim e o meu revisor não estava disponível.

19 agosto 2009

criação da capa de dvd de yoga

proposta para dvd - yoga
a primeira proposta para a capa do dvd searching for the spine tinha como objetivo evidenciar a energia que segundo os praticantes de yoga circula no corpo através da coluna passando pelos chakras.
essa proposta no entanto foi recusada e o briefing sofreu significativas mudanças. melhor dizendo, o briefing mudou todo rsrs e passamos a um novo layout q deveria ser mais simples, mostrando apenas o desenho da coluna e em apenas uma cor.
eis que eu, sempre com um dos meus caderninhos a mão (nesse caso, um moleco) tive o insight e rabisquei o que seria o layout:
rabisco para layout dvd yoga
no dia seguinte, finalmente pus a mão na massa. taí o resultado.
proposta para dvd - yoga
e aí, ficou parecido com o rafe, né?
adoro quando a idéia vem tranquilamente e pousa no caderninho de rabiscos, vulgo sketchbook, e consigo passar para o layout sem tropeços. alguns layouts ficam bacanas jogados no papel mas não funcionam quando passo para o meio digital.

trips in notebooks

lavagem cerebral
não deixa de haver
um prazer em ver
alguém se fodendo

derretimento cerebral
se sobreviver a isso
sobrevivo a qualquer coisa

eu tenho mais algumas horas pra cumprir
logo acaba
pra ele vai demorar muito mais

ouço música
danço e ele pensa que digo sim